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sábado, 28 de março de 2015

DVD ELVIS HOLLYWOOD VOL. 6 - STAR

O novo DVD da STAR - Elvis Hollywood vol 6 com cenas inéditas do filme “Live A Little, Love A Little” , nunca visto até então, está disponível em nosso Fórum para os nossos membros. Lembrando que esse espaço não é apenas para download mas sim para compartilhar o legado de ELVIS!! Enjoy!!

Jack White revela que comprou a primeira gravação de Elvis Presley por R$900 mil

Foi revelado que o comprador que pagou U$300 mil (cerca de R$900 mil) por um acetato com a primeira gravação de Elvis Presley foi ninguém menos que Jack White.






No disco estão as faixas "My Happiness" e "That's When Your Heartaches Begin". Foi esse o disco que Presley gravou para presentear sua mãe em 1953 que acabou por lhe garantir um contrato com a gravadora Sun.

White disse que irá lançar as duas músicas em vinil pela Third Man Records, a sua gravadora. A edição certamente será uma das mais cobiçadas entre todos os lançamentos exclusivos previstos para o Record Store Day *(ou "dia da loja de discos") deste ano (que será em 18 de abril).

Apenas uma cópia desse acetato existe e sua história é interessantíssima. Como Elvis não tinha um toca discos, ele levou sua mãe para ouvir suas gravações na casa de um amigo que tinha um aparelho e não se preocupou em levar o disco embora.

A existência de tal preciosidade só foi descoberta em 1988. Ed Leek, o tal amigo de Presley, fez um acordo com a família do cantor morto em 1977, para lançar as gravações que saíram em CD em 1990. Leek, seguiu como o dono do valioso disquinho que acabou na mão de sua sobrinha, depois que ele e sua esposa morreram. Ela decidiu leiloar o disco, e foi assim que ele acabou nas mãos de White.

Jack White em breve se apresentará no Brasil. O músico será um dos headliners do primeiro dia do festival Lollapalooza que acontece em 28 e 29 de março em São Paulo no Autódromo de Interlagos. Um pouco antes disso, ele se apresenta em Porto Alegre. Por lá, o ex-líder do White Stripes faz show no Pepsi Stage dia 24.

Ouça "My Happiness", a primeira gravação feita por Elvis Presley

segunda-feira, 2 de março de 2015

DVD CONCHA / CONCHO TIME - request

 

 TRACKS:

Main feature:
That’s All Right */I Got A Woman *
Heartbreak Hotel */Love Me Tender #
I’ve Lost You #/I Just Can't Help Believin *
I Can't Stop Loving You */Patch It Up #
Twenty Days and Twenty Nights #
You’ve Lost That Loving Feeling *
Polk Salad Annie */Introductions #
Blue Suede Shoes #
You Don’t Have To Say You Love Me #
Bridge Over Troubled Water *
Suspicious Minds */Can't Help Falling in Love #


Bonus feature:
I Just Can't Help Believin' - #1
Heartbreak Hotel #/Love Me Tender *
I've Lost You */Suspicious Minds #
Can't Help Falling in Love */Sweet Caroline *

* August 11, 1970 Dinner Show
# August 12, 1970 Dinner Show

MINI DISC feature
(all tracks August 13, 1970 Dinner Show)
Don't Cry Daddy/In the Ghetto
Stranger in the Crowd/Make the
World Go Away/All Shook Up/
The Wonder of You

1 - https://mega.co.nz/#!CxR3jBjI!gzTZL_VKkvyPZSITao7scv5cnNXDcB89NMm7W4oammw

2 - https://mega.co.nz/#!StZ1CKzL!VzYTj8iOLBx5R6HS7hy9O_CrtmUzc4ycW5lTM77NerY

3 - https://mega.co.nz/#!b55WGZYR!GWAxN95McPr8sWBNRlkjwYDCIlRs2BfS0ycOjPOwoVI

4 - https://mega.co.nz/#!ilYiDbqQ!XNMr8fV-BRSaCF9MHd8_uqq4xghzBgqfZiBkrPQSLDg

5 - https://mega.co.nz/#!74Z0nZ5T!CpWI_zlqUVCOGDbKRsu6qNa_95XFsiVci8wSvZRX1Y8

6 - https://mega.co.nz/#!zoZWWIJI!LFdN77B6g_8O22xESoqoQhVCGIXJbxaar2ekp3ZCFjs

7 - https://mega.co.nz/#!iogVTIhA!FEGnmGkYhXB9N-PTUK8xV3iXhI0ybfTbLby6URy6eBg

8 - https://mega.co.nz/#!TshHSQYL!lLd6GpqdWJTftTbd7qVOCgcoP266PGXhY4B59E-4L-0

9 - https://mega.co.nz/#!S0BGHR7J!pmfFVIbzRes3OBPnRqoZdXbFa67uuWGbwgNKAMyWyws

10 - https://mega.co.nz/#!7sBgHIYI!SIZ5CT1L_j30lci9KpAB07veF48RWRGxsM_SNlYb7BY

11 - https://mega.co.nz/#!b9ogHLJL!-s6L6p59IGD7JC8_nrFmIyOvL6dLt_N8T2I6Zz8VaOU



 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

ELVIS IS BACK - LAS VEGAS ESTÁ DEFINIDA PARA SER A CASA DE ELVIS PRESLEY

No dia 23 de Abril a Exposição Elvis Experience estará aberta em Vegas para comemorar os 59 anos da primeira apresentação de Elvis no cassino Hotel  LV (Hilton Hotel). Vários objetos de Elvis sairá de Graceland com destino certo a Vegas. Confira os videos. 


http://www.baltimoresun.com/videogallery/bal-elvis-presleys-graceland-heading-to-las-vegas-20150226-embeddedvideo.html 

http://www.reviewjournal.com/multimedia/exhibit-and-shows-are-bringing-elvis-back-to-the-former-hilton

QUEM É O REI DO ROCK? VAMOS VOTAR AMIGOS!!

Choose who must hold the title of the king!

Quem é o "rei " do rock ? Como se para nós existisse alguma dúvida... mas não custa ir lá. Vamos mostrar ao mundo que Elvis é o início de tudo. Clique no link, e dê o seu voto. Obrigado!

http://thekingofmusic.com/ 

 

DVD ELVIS IN PERSON - NOVOS LINKS











terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

GRAMMY - TRIBUTO A ELVIS (ASSINE A PETIÇÃO VOCÊ TAMBÉM)



PETIÇÃO PARA A GRAMMY RECORDING ACADEMY. Elvis Presley é A figura mais icónica na história da música. O seu impacto sobre a cultura e a música nos anos 50 foi imenso. Combinou estilos diferentes de música, tais como gospel, rhythm & blues e country e criou o nascimento daquilo a que chamamos o Rock’n’Roll. Trilhou o caminho para muitos outros artistas ao longo das décadas seguintes. John Lennon disse que “Antes de Elvis, não havia nada”. O seu humilde início epitomiza a história de “menino pobre a menino rico”. As suas três décadas de legado musical continuam tão fortes hoje como há 35 anos atrás. Elvis Presley merece ser homenageado pela Grammy Recording Academy pela sua imensa contribuição sem paralelos para com a música. Ele é e será sempre o indestronável Rei do Rock’n’Roll. Se concordam, assinem a petição.

clique aqui:
https://www.change.org/p/grammy-recording-academy-tribute-to-elvis-presley?utm_campaign=responsive_friend_inviter_chat&utm_medium=facebook&utm_source=share_petition&recruiter=9607697

texto da fanpage  "Clube Oficial de Fãs "Elvis 100% - Still Rockin'!"

Participe você também, afinal Elvis merece!! Obrigada.





sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

DVD TIGER MAN




https://mega.co.nz/#!bg51FRhI!wtDGuRIPPBKeLDCV75wZT7WCMiYA5cjjVrHXE_t94fY

https://mega.co.nz/#!ytZmVT6a!bAkKIFpXQU_jn-Om0Fnh_eYIeyToStMn7nMgcR-uN4Y

https://mega.co.nz/#!ypQy1aCC!ndOG1L-zuOiGpku4EwLEhhTHBSXly6mnnX5buQD9fhs

https://mega.co.nz/#!WogkFS4I!v4pOHKVKrOhqEI5DOuQ2p4asEQPfXqqwLiRRcDN8uxA

https://mega.co.nz/#!6gwiCACD!spd7-J2wx9w1V3JxRFGeYpFIij4DNKLvlooIjyIMWjQ

https://mega.co.nz/#!mgxjHQ6Q!NNgwquGKjbYaOdI0Kl8rmxKJ40IlV98rXoCCBN9YKYo

https://mega.co.nz/#!70Am1bCa!m8xG39T8k9SZrGjKc1nTDyKK_u_WEJcLo59XkKylQMY

https://mega.co.nz/#!7kZCTTCQ!76RIrrRxwWVHkLRJLNhQdo2Ak9VYVTJcnssqR2m2DwE

https://mega.co.nz/#!DhhxzApb!U7o4BW-Z65giZ1ajge2CGqGXnytxXo1YRpU7UhBQY-E


RILEY KEOUGH, NETA DE ELVIS, AGORA ESTÁ CASADA





Ben Smith-Peterson e Riley Keough se casam! Bom, é o que diz o site R7.

Riley Keough, neta do rei do rock, Elvis Presley, se tornou uma mulher casada. Após ter ficado noiva em agosto de 2014, ela se casou com Ben Smith-Peterson em uma cerimônia íntima e cheia de estrelas na quarta-feira (4), em Napa Valley, na Califórnia.

De acordo com o site de E!, Kristen Stewart, Cara Delevingne, Zoë Kravitz, Abby Lee and Courtney Eaton fizeram parte da lista de convidados famosos.

A atriz, de 25 anos, conheceu o dublê australiano nos bastidores do filme que estrelou Mad Max: Estrada da Fúria [com lançamento previsto para 22 de maio].

O anuncio do noivado foi feito de maneira irreverente. Em sua página do Facebook, Riley compartilhou uma foto ao lado do amado e exibindo um anel de noivado feito com pedra de diamanete. Além da imagem, ela deixou uma legenda na época.... — Então, aconteceu...

Parabéns a Riley e Peterson. Que essa união traga muitas alegrias.

fonte: R7

DOWNLOAD DA ENTREVISTA COM STEVE BINDER

Link para o download da entrevista com Steve Binder para o Let´s Play Elvis. Se você ainda não ouviu, essa é a sua grande oportunidade. Se você ouviu, faça o download para a sua coleção.


Agradecimento especial a Delciderio do Carmo e Eliane Mendes

 https://mega.co.nz/#!PsZGGAiB!k1qjJUaJEr7MnXUx6F0zAasq7qFcLG6e2yNxx9b4IdI

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM STEVE BINDER - PRODUTOR DO COMEBACK SPECIAL 68 (PART 4 / 4 )

PARTE 4



Steve – Sim, no improviso da sessão acústicas, vcs se lembram dele dizendo “tem algo errado em meu lábio”? Ele estava sempre se saindo com algum comentário engraçado, quando a gente menos esperava por isso, quando você passava uma hora com ele, bem, vocês conhecem a expressão “rachar de rir”? Elvis me fez rachar de rir muitas vezes com seu senso de humor!

Del – é bom ouvir isso, é muito bom ouvir isso. Angel Presley, presidente de fã clube em São Carlos, norte de São Paulo, muito popular no mundo Elvis Brasil, quer saber mais sobre as sessões musicais improvisadas por Elvis e sua equipe, que levaram à sequência do show sentado no especial de 1968. Como elas realmente aconteceram?

Steve – Quando começamos o especial, estávamos ensaiando em meus escritórios, na Sunset Boulevard in Hollywood, e quando fomos para o estúdio, eu acho que Elvis estava se divertindo tanto com todos nós nos ensaios, que ele me disse que queria morar nos estúdios da NBC, não queria mais para casa a noite, enquanto estávamos produzindo o show, ele me disse que não queria mais dirigir toda noite para Bel Air, onde morava, ou Beverly Hills, e então voltar para Burbank para fazer o especial, então eu lhe perguntei o que ele achava de conseguirmos uma cama para colocar no grande camarim que havíamos lhe dado ao lado do palco, e ele achou a ideia fantástica, então nos fizemos, nós trouxemos uma cama enorme para o camarim, e trouxemos um piano, o camarim tinha duas salas, e quanto todos saiamos do estúdio, as 9 horas da noite, todos aqueles que ficavam ali e que tinham acesso ao seu camarim, Elvis pegava a guitarra e começava a tocar, e todos que ouvia música se uniam a ele, n´0os não tínhamos bateria ali, então eles batiam no piano com as mãos. E aos poucos se tornou uma coisa que, ao observar, eu disse: eu tenho que filmar isso, é fantástico! Isso é como estar olhando pelo buraco da fechadura e vendo o que você não deveria ver, era fantástico! Então eu fui ao Coronel Parker e disse “estou trazendo câmeras aqui amanhã”, e ele respondeu “somente sobre meu cadáver, porque você não vai trazer!” Então nós discutimos por uma semana enquanto filmávamos o show, e toda noite, eu estava perdendo esse grande material acústico da jam session, sem roteiro, apenas no improviso, conversando sobre os bons tempos, improvisando canções que costumavam cantar somente por diversão, e finalmente, eu enchi tanto o Coronel, que finalmente ele me disse: “ok, você não pode filmá-lo no camarim, mas eu deixo você recriar isso no palco” e foi assim quem aconteceu.            

Eliane - Basicamente, foi ideia do Coronel o show sentado? (risos)

Steve – Não, ele não queria, ele tinha medo, eu insisti! E quando tudo finalmente estava pronto, ele me chamou na sala de maquiagem, nos tínhamos o público em volta do palco, as garotas sentadas nos degraus, como se fosse um ring, e eu fui chamado na sala de maquiagem, Elvis estava lá com o maquiador, e quando me viu entrar ele disse ao maquiador que saísse por um instante e ele disse, “Steve, eu mudei de ideia”, como assim, vc mudou de ideia? E ele disse, “eu não posso sair!” eu perguntei “como assim, não pode sair?” “Eu não me lembro o que fiz no camarim, eu não lembro as canções, não lembro o que disse, minha mente está vazia!” Então eu peguei um papel de 8 x 10 e me sentei ali e escrevi tudo que eu podia lembrar das canções, Tiger Man, Going Up, Going Down, eu escrevi pequenas coisas que conseguia me lembrar do que eles conversaram, como aquela vez em que a policia filmou o show e ele só podia mexer o dedidnho ao invés do corpo...

Eliane – É esse o papel que ele pega no inicio do show?

Steve - Sim, o que ele tira e começa a ler... não toque suas mãos com o corpo, ou o corpo  com as mãos! Foi assim que aconteceu...

Del – ele fez piadas com o trabalho...

Steve – Foi a isso que me referi antes... nessa sessão, ele esqueceu que haviam câmeras ali. Ele estava com pessoas que ele amava, Scotty and DJ, seu baterista e seu guitarrista original, e ele se redescobriu, ei, isso é divertido... e para alguém que nem queria sair, eu quase precisei de um gancho para tirá-lo dali! (risos)

Del – Você gravou dois shows, 6h e 8h, correto?

Steve – Exatamente

Del – E você fez apenas uma roupa de couro, por quê? (risos) já que eram dois shows?         

Steve - (risos) Porque eu era jovem e estúpido. Eu não percebi que a roupa seria tão quente, e ele iria suar daquele jeito, era couro, afinal! Depois daquela vez eu sempre fiz duas, às vezes três!

Eliane – Ele estava estonteante naquela roupa, simplesmente fantástico!

Steve – Ele gostou mais do que todo mundo, ele adorou!

Del – Você acha que ele no segundo show ele estava mais relaxado?

Steve – sim, estava mais relaxado. Também, no primeiro show, não colocamos um tapete no chão, não percebemos que quando os rapazes batiam seus pés ali isso estava fazendo barulho no áudio e também que ele queria uma faixa para a guitarra, de forma que ele pudesse se levantar e cantar e nós não antecipamos isso no show das 6h, e eu acho que foi o Scotty, não me lembro, um dos rapazes do grupo que faleceu há ou ano atrás, mais ou menos, ele pegou o pedestal do microfone e o segurou de forma que Elvis pudesse cantar no microfone, mesmo que ele não tivesse a alça da guitarra, então nós consertamos esses detalhes entre os dois shows, mas eu acho que ambos foram fantásticos, e quando eu editei tudo, eu pude usar o melhor dos dois shows e coloca-lo juntos.

Eliane – Isso me leva a uma pergunta de nosso amigo Sergio Biston, que é um grande fã do sul do Brasil, e também dirige um fórum chamado Elvis Collectors. Ele disse que frequentemente, a perspectiva e a importância histórica de um projeto como esse aparecem depois de anos, às vezes décadas. Enquanto você estava trabalhando com Elvis, você pensou que esse especial teria tanta relevância histórica, seria tão importante, tantos anos depois?

Steve - Absolutamente não (risos). Se alguém me dissesse que eu estaria conversando com você hoje, em 2015, sobre algo que eu fiz há tantos anos atrás... E no que é considerado horário nobre da TV nos EUA, quando o grosso da população está assistindo TV, foi a primeira vez que eu artista fez o show sozinho, sem nenhum convidado. Era muito importante nos EUA antes dele, que ao ter um artista fazendo um show na TV vc tivesse outros artistas se apresentando com ele, porque pensavam que teria maior classificação, mais pessoas assistindo, etc. O Especial de 68 de Elvis Presley é, até hoje, um dos shows mais importantes e mais assistidos na história da TV Americana.

Eliane – Este show ainda é exibido na TV Americana nos dias de hoje?

Steve – Sim! O show é tão importante quanto, ou ainda mais importante do que foi nos dias de hoje, porque é parte da história da TV Americana, quando as pessoas se referem à TV e o que a tornou tão importante, Elvis é sempre mencionado como uma das razões, aquela noite em Dezembro quando eles exibiram o show.

Eliane – Há mais uma pergunta do Sr. Biston: Depois do show e do novo impulso que este deu à carreira de Elvis, ele mencionou a você em algum momento o que pensava dos resultados do Especial e suas consequências?

Steve – O que eu achei interessante é que, antes mesmo de ser exibido, eu mostrei a ele porque eu tinha muitas horas de material para editar, e quando eu editei o primeiro intervalo, o show que seria exibido tinha apenas 46 minutos, com todas as interrupções de comerciais, uma hora de show, com todas as pausas da estação, etc, os shows de uma hora ficam apenas com cerca de 45 minutos. E eu queria que o show original exibido nos EUA tivesse muito do material acústico, e no show de uma hora não haveria tempo, entre todos os números produzidos, e nós tinhamos um elenco de cantores, dançarinos, etc., e eu achava que a mágica real do show era Elvis, Scotty, DJ e mais alguns dos rapazes tocando na sessão acústica nos dois shows que fizemos em 68. Então eu editei um show de 90 minutos e a NBC e os patrocinadores se recusaram a comprar os outros 45 minutos, então a primeira vez que foi exibido, foi apenas a versão curta. Quando Elvis morreu, a NBC fez um tributo a Elvis, com Na Margret apresentando um show de 3 horas, de forma que colocaram Elvis do Especial de 68 e do Aloha, juntos, apresentados por Ann Margret. O que eles não entenderam é que, quando mandaram o assistente ao porão, para abrir o cofre e encontrar o especial de 68 de Elvis Presley... ele não trabalhava para a NBC, ele nem sabia do que estavam falando, e ao abrir o cofre, tudo que ele viu foi a minha versão de 90 minutos, Graças a Deus foi só o que ele viu, porque foi a primeira vez que eles viram o que eu tinha editado e eles exibiram aquela cena de 90 minutos com a cena do bordel, foi isso que exibiram, pela primeira vez nos EUA. Foi por um golpe de sorte que eles exibiram toda a minha edição, na segunda vez em que o show foi exibido nos EUA. Desde então, o espólio de Elvis Presley – e eu nem quero entrar no assunto – mas eles compraram todos os vídeos de Elvis da RCA, de quem quer que tivesse imagens, e eles compraram os negativos, e todo o material que eu editei, , e mesmo não tendo o material das jam sessions do camarim,  mas não há, eu asseguro, nada mais deixado, eles exibiram o show em mil diferentes maneiras, foi pirateado, mas para mim, a mágica acontece no show original de 90 minutos.

Del – Steve, você tem uma canção favorita do Elvis? Você pode cantar uma canção do Elvis?

Steve – Você não quer me ouvir cantar, mas eu adoro fazer isso em pensamentos. Duas canções, na verdade. Uma é If I Can Dream, eu me arrepiei quando eu a ouvi tocada ao piano para Elvis pela primeira vez, em seu camarim. E novamente o coronel estava nos ouvindo, Billy Goldenberg tocou o piano e Earl Brown, que escreve, cantou para Elvis, e ele pediu que repetissem três ou quatro vezes em seguida, e no mesmo instante em que o coronel dizia alto no camarim ao lado “ele só cantará essa canção sobre o meu cadáver”, Elvis disse “eu adorei, eu quero cantá-la!” E então ele apressou Earl para assinar a documentação para a publicação no momento em que perceberam que Elvis cantaria a canção! E a outra canção que sempre me emociona é I’ll Never Fall in Love Again.

Del – Mas não é uma das canções do 68 Especial, certo?

Eliane – Não, eu acho que esta foi lançada em 1976.

Steve – No Especial nos compusemos duas canções originais para ele. Mac Davis e Billy Strange compuseram Memories. Na verdade, tem uma linha em Memories que Elvis e eu re-escrevemos, ele não gostou, porque dizia algo sobre chicletes e algodão doce, ele odiou aquela frase e então nós a substituímos, eu nem me lembro qual era a frase, mas ele a alterou. E a outra foi If I Can Dream, estas foram as duas canções originais, e o resto foi tirado de seu acervo. Eu tenho, em minha coleção, a historia completa do Especial de 68, o roteiro, as adições, o nome de cada dançarino, de cada figurante, etc., e sem que eu soubesse, Elvis assinou meu roteiro principal.

Del – Eliane e eu estamos adorando conversar com você, mas receamos tomar muito o seu tempo, eu vou fazer mais algumas perguntas... eu estou adorando este momento, e te agradeço muito!

Steve - É um prazer para mim, é fácil conversar com vocês dois!

Del – Como você definiria Elvis Presley?

Steve – Existem algumas pessoas que são impossíveis de definir, que quando entram em uma sala, parecem atrair toda a eletricidade. Quando vc pensa em ícones, em um artista, você pensa em Marilyn Monroe, James Dean, e você pensa em Elvis Presley. Ele era mágico, e quando ele entrou pela primeira vez em meu escritório, ninguém precisou me dizer quem ele era, Elvis era a verdadeira definição da palavra carisma... ele era carismático, eu adorava estar perto dele e nunca encontrei alguém que tenha tido esta oportunidade e não tenha se sentido exatamente do mesmo modo!

Eliane – WOW! Foi mágico ouvir isso!

Steve – Quando eu recebi a primeira ligação, eu não era um fã do Elvis. Ao fazer o Especial, fiquei como vocês, ele me ganhou, me conquistou muitas e muitas vezes, eu me tornei definitivamente um fã por toda a vida!

Del – eu estou muito feliz de ouvir isso.

Steve – E eu me sinto honrado de ter sido eu que... estava escrito, na verdade, Priscilla Presley escreveu na capa do meu livro onde eu conto a história por trás do especial, muitas das histórias que vou enviar a vocês, e ela escreveu... deixe-me pegá-lo aqui... ela escreveu: era o momento de Elvis fazer algo de maneira grandiosa. Steve Binder apareceu no momento certo, e a mágica aconteceu. A sua jornada fez história, e ainda hoje, nos alegramos e ficamos mesmerizados por essa mágica. Priscilla. Então, estava escrito, eu tive sorte o bastante para estar lá no momento certo.

Eliane – Hoje, como você acha que Elvis estaria com toda essa tecnologia? Eu acho que o aproximaria dos fãs e, como Del muito sabiamente disse, Elvis era um showman completo sem toda essa tecnologia. Como você visualizaria Elvis hoje, com todo esse suporte tecnológico?

Steve – Para ser sincero com você, eu penso que ele veio a este mundo, cumpriu uma missão que lhe estava destinada, e partiu no momento exato. Penso que se hoje estivéssemos falando de alguém que ainda estivesse vivo, estamos falando de alguém que estaria com 80 anos, talvez não tivéssemos o mesmo sentimento... nós o vimos vivo em seu auge, em toda sua essência, não o vimos envelhecer, e quem pode saber o que teria acontecido nesses 40 anos? Eu penso que ídolos nos mundo todo são pessoas que deixam impressões duradouras em nós, sejam eles políticos, ou artistas... algumas das pessoas do mundo que passam por aqui sem reconhecimento, como médicos, cientistas, são apenas pessoas comuns, e o público não se concentra neles... Elvis conseguiu tudo que se possa imaginar ou que pudesse querer como um ser humano em minha opinião. Pense nisso, aqui estamos nós, idolatrando Elvis e falando sobre ele e isso ainda acontecerá daqui a cem anos, ele nunca será esquecido!

Del – Steve, por que Elvis ainda é popular hoje? Milhões de adolescentes no mundo todo amam Elvis como um Deus! A maioria dos fãs de Elvis nem mesmo entende inglês, o idioma de suas canções!

Steve – a musica é uma linguagem internacional, é emoção, sentimento, e eu acho que para responder tua pergunta, Del, eu acho que é algo que passa de geração a geração, é muito grande o numero de crianças que ouviram sobre Elvis de seus pais, de seus avós, e quando eles são expostos ao que ele é, isso é novo para eles, não estão ouvindo outras pessoas dizer o quanto ele é especial, estão vivendo essa experiência. Quando eu o encontrei a primeira vez, Elvis me perguntou, porque ele era sincero dessa forma, qual era a diferença de fazer um especial de TV, e eu disse, Elvis, a diferença de fazer um especial de TV, ou gravar um disco ou mesmo fazer um filme, é que, depois que TV exibir para o mundo, você descobrirá já no dia seguinte que não tem que esperar por uma critica, no dia seguinte você já se vão te agradecer ou te bombardear, as pessoas vão lembrar de seus Hound Dogs e Blue Suede Shoes, ou basicamente sua carreira terá acabado. Ou pode ser o oposto: na manhã seguinte, você será o Rei novamente. E isso é real, é como a internet, é instantâneo, chega a milhões de pessoas, senão bilhões. Não existe um dia em que eu entre na internet e não veja algo sobre Elvis Presley. Ele está lá o tempo todo.


Eliane – Sim, graças a Deus! Eu adoro isso!

Del – Steve, eu vou fazer minha ultima pergunta: você gosta de Elvis? (risos)

Steve - (risos) acho que a resposta clichê seria: se eu gosto de Elvis? Eu amo Elvis!

Del – oh, isso é muito bom de ouvir! Obrigado!

Eliane – Steve, eu quero agradecer você em nome de meu grupo e de todos os fãs, por seu tempo e por esta conversa muito agradável, você é uma pessoa muito simpática e muito querida, e foi um prazer estar aqui e conversar com você!

Steve – eu agradeço muito. Eu tenho uma meta na vida, que é a letra de If i Can Dream, eu quero ser humano, eu amo as pessoas e quero ser amado por elas. Sem mais palavras.

Eliane – Isso é fácil!

Del – Steve, antes de desligar, você gostaria de fazer alguma pergunta?

Steve – Acho que eu falo melhor do que escuto, e que vocês fizeram todas as perguntas certas! (risos)

Eliane – é muito gentil de sua parte, obrigada!

Steve – Tenham um ótimo ano!

Del – Eu quero te agradecer por sua atenção, por aceitar nos conceder esta entrevista, e obrigada por ajudar Elvis a ser Elvis!

Eliane – Obrigada por trazê-lo de volta para nós! Nós devemos exibir esta entrevista no final do mês, eu enviarei um convite para que você nos acompanhe, e Del, com sua bela voz, vai traduzir para o português de forma a que nossos amigos entendam o que foi dito.

Steve – isso será muito bom!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM STEVE BINDER - PRODUTOR DO COMEBACK SPECIAL 68 (PART 3/ 4 )

PARTE 3

Del – Steve, você disse que gostou de Elvis em 1969. Elvis abandonou rapidamente aquele fantástico estilo de 1968; seu estilo, sua performance, tudo mudou, ele parecia totalmente diferente em 1969, até seu famoso cabelo mudou, Você considera isso uma evolução, ou Elvis poderia ter mantido por mais tempo aquele visual novo e estonteante do Especial de 1968?

Steve – eu acho que se Elvis se libertasse, se fosse permitido a ele fazer o que queria fazer, eu acho que ele teria sido forte o suficiente para fazer isso. Eu sei porque ele me disse pessoalmente que nunca mais queria cantar uma canção que ele não gostasse, não queria mais fazer filmes cujo roteiro não o agradasse, e eu disse a ele, eu não tenho como saber o que o futuro reserva, mas eu espero que você seja forte o suficiente para fazer isso. Mas da maneira como aconteceu, eu não penso que ele tenha sido.

Del – Mas em 1969 e 1970, você gostou do que ele estava fazendo?

Steve – Não. Na primeira vez que o vi, que para mim foi logo depois do especial, isso foi quando ele foi para Las Vegas, e ele montou a TCB Band, e uma orquestra, e ele adorava se apresentar. Eu digo a vocês, e eu acho que nunca disse isso a ninguém antes, que quando eu terminar de editar e devolvi o Especial à NBC, para que eles pudessem exibi-lo, um dos executivos da NBC disse: eu acho que não podemos exibir isso! – e eu perguntei porque, e ele respondeu, porque se pode ver que o cabelo dele está todo bagunçado, e ele está suando, você pode ver o suor em sua camisa, etc.,

Eliane – ele realmente disse isso?

Steve – Realmente, ele disse tudo isso, e eu nem sabia o que dizer, eu apenas ri.

Del – Steve, as fãs adoram ver Elvis suando!

Steve – aquele era o ser humano, era o Elvis real que nos permitiram ver! Por anos, ninguém viu Elvis como Elvis, até o Especial de 68.

Del – Deixe-me perguntar algo que nunca entendi: aquela voz gutural, rouca, profunda que Elvis apresentou no especial de 68. Ele nunca cantou daquela forma antes ou depois do especial. O que você achou daquela voz gutural que ele usou no especial de 68?

Steve – Eu acho que só posso dizer que não tenho respostas com o que aconteceu em seu futuro, meu tempo com Elvis foi apenas quando fiz o especial, Mas, todos os dias eu ia para o trabalho, e não conseguia dormir a noite, eu estava tão empolgado, eu queria levantar e ir para o estúdio, e vê-lo e trabalhar com ele novamente, todos os dias, e eu acho que ele se sentia dessa forma também, eu acho que ele estava como um pássaro sendo libertado da gaiola! Ele estava apaixonado, ele nunca este mais bonito, ele nunca se divertiu tanto, era o Elvis real! E talvez ele nunca tenha recapturado esse sentimento, eu não sei, eu não tenho resposta para isso!

Eliane – Isto me leva a uma pergunta feita por um de nossos amigos, seu nome é Sandro Roberto e ele é um de meus amigos do fã-clube, Ele diz que se fala muito sobre a maneira como Elvis estava se apresentando, se comportando, mas reza a lenda que a NBC esqueceu de inscrever o especial para o prêmio Emmy daquele ano. Isso é real? Você acha que se eles o fizessem, o show poderia ter ganho o prêmio?

Steve – Eu sou a ultima pessoa a responder perguntas sobre prêmios, porque eu acho que tudo isso é muito subjetivo, mas eu tenho uma opinião, e é igual e tão boa quanto a opinião de todos os outros. Mas eu era pessoalmente tão jovem e ingênuo quando eu fiz o especial. Na América, para ganhar um premio, você mesmo deve se inscrever, ou a rede de TV tem que inscrever seu nome. E quando fizemos o especial de Elvis, nós não inscrevemos nossos nomes para o Emmy! E é como o Grammy... Elvis ganhou apenas três Grammy em sua vida, por musicas gospel, ele nunca ganhou um grammy por Rock’n’nroll, é embaraçoso, é ridículo. Então, quando o assunto são prêmios, eu não presto muita atenção a eles.

Del – Steve, nós solicitamos perguntas a alguns fãs brasileiros, e vamos te perguntar o que eles nos enviaram, ok?

Steve – Claro.

Del – Laerte Machado, um fã de Elvis muito popular e membro do fã-clube Gang Elvis, de São Paulo, perguntou: Você acha que Elvis seria bem sucedido em uma turnê mundial depois do Aloha From Hawaii?

Steve – A resposta é sim, eu acho que mesmo depois, quando ele não estava bem, e haviam todos aqueles escândalos com drogas e tudo o mais, eu acho que havia fãs suficientes no mundo para recebê-lo, eu sei porque quando ele fez seu ultimo especial para rede CBS nos EUA, todo mundo que eu respeitava, incluindo eu mesmo, não queria mostra-lo para o público, porque ele esquecia as letras, ele não estava em boa forma, tanto física quanto mental, isso foi depois do especial de 68, depois do Aloha, quando o coronel estava apenas tentando fazer mais dinheiro, e eles fizeram um especial para a CBS...

Eliane – Sim, é muito famoso aqui no Brasil, nós o chamamos de Elvis in Concert.

Steve - Mas ninguém que eu conhecia no mundo da música queria mostrar Elvis daquela maneira. Ele estava acima do peso, suando muito, mas ele ainda tinha a voz de Elvis... e quando eu encontrei com alguns fãs, minha primeira impressão era de que eles era fanáticos, e na verdade eles são, mas eu acabei gostando dos fãs de Elvis ao redor do mundo, eu acho que são ótimas pessoas, eu acho que agora não é só Elvis, é um clube social, eles se vincularam entre eles, e são realmente pessoas agradáveis, inteligente, que tem algo em comum, e o que os une é o seu amor por Elvis. E eu acho que isso é bom, eu tenho recebido dos fãs, aonde quer que eu vá, nada além de calorosas boas vindas , educação, etc., e eu digo a muitas pessoas que condenam esse fanatismo no mundo afora mas eu acho que é válido, eu respeito isso, e eu acho que existem dois Elvis, o Rei do Rock’n’roll, mas também tem o ícone religioso, em muitos casos ele é quase um Jesus, e ele tem muitos seguidores, que ignorem a publicidade negativa, e as coisas que falam, e daí em diante.

Eliane - Pessoalmente, eu não gosto da associação de Elvis com esse lado de religião. Eu sou uma das pessoas que não dá atenção à comentários negativos sobre ele.

Steve – Pessoalmente eu sou agnóstico. (risos) Mas por outro lado existem milhares de fãs que reconhecem seu lado espiritual.

Del – Eu sou agnóstico também, somos dois. Vamos a mais perguntas dos fãs. Luah de Carvalho, do Rio, pergunta – é uma questão engraçada. Elvis era cheiroso, Mr. Binder?

Steve – Eu acho que sim, porque não me lembro de ele não ser cheiroso mesmo quando estava todo suado. (risos)

Eliane – eu só posso dizer que isso aumenta consideravelmente minha vontade de ter estado lá. Muitos de nós dizem que queriam ter visto Elvis em pessoa pelo menos ou uma vez ou ouvido Elvis cantar pessoalmente pelo menos por alguns segundos. A TCB Band veio para o Brasil, em 2012 e 2013, e os shows foram como se Elvis estivesse aqui, as pessoas cantavam junto, foi lindo de ver, e nos deu uma pequena amostra da sensação de vê-lo pessoalmente.

Steve – Mas eu te digo, eu vi alguns covers, e te digo, alguns eram tão bons que me perguntei porque eles perdem suas carreiras tentando ser Elvis quando eles deveriam ser eles mesmos.

Eliane - isso é o que sempre me pergunto! Del...

Del – Steve, Luah, do Rio, pergunta mais: durante a produção do especial de 68, Elvis costumava dar sugestões? Vamos fazer isso, vamos fazer aquilo, ou ele apenas seguia as suas ordens?

Steve – Eu acho que respondi essa antes, ele não dava sugestões, de fato, quando chegamos a If I Can Dream, que Earl Brown escreveu para ele. Eu não penso que ele tenha cantado essa musica novamente depois do especial, ele nunca a apresentou quando estava na estrada, e todos com quem eu conversei disseram que ele queria que fosse algo especial, e eu não penso que o Coronel não me deixaria fazer nenhum tipo de discurso sobre quem Elvis era, como se sentia, sua humanidade, e então eu disse a Earl e Billy Goldberg que escrevessem uma canção que resumisse tudo isso. Então, aquelas não são palavras inventadas, para mim, significam como Elvis realmente se sentia enquanto ser humano, ele era cheio de compaixão, bem humorado, que acreditava nos seus irmãos humanos, e ele queria que as pessoas se amassem umas as outras, que se reconhecessem umas às outras, e eu acho que ele queria mudas as pessoas que tem visões muito negativas sobre seus vizinhos, etc. Ele queria mudar o preconceito. Tem uma expressão nos Estados Unidos para quando uma pessoa é muito preconceituosa, que ela é um Redneck do Sul, e para mim, Elvis era tudo menos isso, ele era atencioso e carinhoso com todas as raças, religiões... na verdade, se você notar, na canção gospel do Especial, the Blossoms, três mulheres negras que era muito famosas no mundo a música nos EUA foram suas back vocals, especialmente nesse seguimento tínhamos um coreógrafo porto-riquenho, era uma sede das Nações Unidas de pessoas naquele show, todas as cores, raças, religiões diferente, etc.. No ano anterior eu tinha feito um especial com Harry Belafonte e Petula Clark, e eles se tocaram, Petula, na verdade, se inclinou durante uma canção, muito emocionada, e tocou no antebraço de Belafonte, e o patrocinador do show insistiu que isso fosse cortado, e o fato apareceu na News Magazine, na Times, internacionalmente, e ficou conhecido como “o toque”. E eu fiquei abismado, porque houve tantas correspondências que chegaram às minhas mãos, à rede de Tv, aos jornais, as pessoas falavam sobre isso, mas quando fizemos o especial de Elvis, ninguém disse nada. Eles simplesmente aceitaram, e eu acho que isso que foi a grande contribuição de Elvis, ninguém criticou o fato dele misturar raças e pessoas em seu próprio programa, e mesmo nos bastidores, havia tantas pessoas diferentes em minha equipe, que eram de estilos diferentes de vida, países diferentes, religiões diferentes, raças diferentes, e não houve um único comentário negativo, o que eu achei ótimo.

Del – Steve, Elvis sempre tratou bem todas essas pessoas “diferentes”?

Steve – Em minha frente, sim, e eu tenho que dizer, novamente, que minha janela de tempo com Elvis foi apenas quando eu produzi o especial. Eu nunca o vi antes de começar e nunca mais falei com ele depois que terminamos. Mas durante esse tempo, enquanto estávamos ensaiando, Bob Kennedy foi assassinado, e nós passamos toda uma noite falando sobre os assassinatos Kennedy, sobre o assassinato de Martin Luther King, e eu vi uma pessoa com muito calor humano em Elvis, que sempre se preocupava com o que nosso país estava fazendo e aquilo em que acreditávamos, e em ambos os casos a hipocrisia ao redor do mundo. Dos EUA, certamente na última década mais ou menos, temos muitas coisas pelas quais responder, eu não quero transformar isso em discurso político, mas é como eu me sinto.

Del – é um bom sentimento, este é o Elvis que nós podemos sentir através dos anos, porque somos fãs, e lemos muitos livros, vimos muitos vídeos, e temos essa impressão, de que ele era uma pessoa humilde, mesmo se ele era um megastar, ele era uma pessoa humilde e sensível.

Steve – eu concordo com você, eu acho que ele era tudo isso.

Eliane – É muito especial para nós ouvirmos isso.

Steve - Eu quase fui ao Brasil muitos anos atrás, com Sergio Mendes e sua banda, infelizmente eu estava trabalhando em outro projeto e não pude ir, mas sempre lamentei não ter a chance de visitar seu país!
 
Del - Steve, Carla Presley, de São Paulo, pergunta: você se lembra de alguma coisa que aconteceu durante a produção do Especial que remeta ao lendário senso de humor de Elvis? Todo mundo diz que ele tinha um enorme senso de humor.

Eliane – e um pouco sarcástico, também!